És um cortes!João Cunha Escreveu:Não alinho nisso
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- Joãozito
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Eu apoio o chefe nessa, por acaso 
- vicente
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Joãozito Escreveu: És um cortes!
Com a informação que tens já tinhas era feito um livro sobre os nossos caminhos de ferro!
A 60 ton angel falls to the earth
A pile of old metal, a radiant blur
Scars in the country, the summer and her
Always the summers are slipping away
A pile of old metal, a radiant blur
Scars in the country, the summer and her
Always the summers are slipping away
- Carlos Loução
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... p'ra depois lhe pedires para digitalizar o livro e distribuir pela malta? 
- trainmaniac
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Fazer um livro deve dar bastante trabalho...

- trainmaniac
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Se precisares de fotos do Poceirão, conta comigo!João Cunha Escreveu:Se não desse, já tinha lançado uns 10... mas como dá e eu sou preguiçoso... tenho umas coisas iniciadas apenas
- Pedro André
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Na continuação de http://www.portugalferroviario.net/foru ... 0&start=50
Pare, Escute, Olhe
Pare, Escute, Olhe
Pare, Escute, Olhe é uma obra total, a síntese perfeita entre estética e ética. No campo da fotografia, Leonel de Castro celebra, no golpe de luz que preside à alquimia do grão, nas angulações próprias de um olhar que ama o objecto da sua atenção, a fundura desse vale por onde corre o Tua, as arestas vivas das fragas que o conformam e o corpo das oliveiras que nele irrompem. Mas também o perfil da gente transmontana que convive com essa garganta, de terrível formosura, talhada contra um céu de lousa riscado pelo milhafre livre. E mesmo o funesto nos parece belo nestas impressões, tingidas por uma devoção que não renega as raízes, antes as cultiva com o fervor e a paixão dos filhos pródigos.
Para lá da sucessão de quadros que, folheando o livro, obriga a reparar no indizível, há essa outra arte, que tanto acrescenta às letras, de Jorge Laiginhas. Pois que ele, escritor da mais fina cantaria, traduz e transforma os calhaus da natureza bruta em rutilâncias de cristal e poesia pura, recuperando localismos, burilando regionalismos, cunhando neologismos que, juntos, compõem um hino exaltante ao povo e à terra que o viram nascer.
Infelizmente, por esta obra notável perpassa o lamento de uma morte anunciada, a da linha do Tua, em função de uma barragem (da meia dúzia que se projecta para a região) que nada trará, em boa verdade, ao vale que vai destruir nem às pessoas que - ainda - o habitam. Assim, mais do que o seu aspecto utilitário, a via-férrea que o livro projecta e evoca é um símbolo da miopia nacional, e outra vítima do centralismo que ignora, e despreza, a magia desse país que lhe escapa do horizonte imediato.
É por isso, por se afirmar como protesto contra o famigerado destino a que a lógica tecnocrata condenou tal vale, que este livro se afigura, também, atitude ética de vasto alcance. Pare, Escute, Olhe é um manifesto contra a perspectiva obtusa dos decisores que, distraídos na contemplação ignara do próprio umbigo, nele concentram o universo sem cuidarem de que há mais mundo. Sem perceberem que Portugal, este torrão vivo que se espraia muito para lá do Terreiro do Paço, só o será por inteiro se nele incluir Trás-os-Montes e o vale que insistem, com zelo assassino, em converter no abismo do esquecimento.
É por isso, enfim, que ler, e ver, e folhear, e parar, e escutar e olhar esse património único é, mais do que um exercício de diletância que se esgota no prazer do texto e da imagem, uma exigência cívica.
TÍTULO: Pare, Escute, Olhe
AUTOR: Jorge Laiginhas e Leonel de Castro
EDITORA: Civilização
PREÇO: 40,00 €
http://jn.sapo.pt/blogs/babel/archive/2 ... -olhe.aspx
Não tem Permissão para ver os ficheiros anexados nesta mensagem.
- Jose Sousa
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Já folheei esse livro e as fotografias são fantásticas, no entanto...
...todas elas são a p/b e recentes (material circulante, só LRV).
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